postado por Gabi Barros no dia 27.08.2014

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Nossa equipe traduziu a matéria da Dakota na revista Lucky Magazine da qual ela foi capa há um tempo atrás! Confira a matéria onde ela fala sobre seus novos filmes, sua carreira, Game of Thrones e seu namorado, completamente traduzida logo abaixo:

Dakota Fanning está em guerra com suas botas pretas com fivelas de cinta no tornozelo da Balenciaga. “Oh Deus”, diz ela, apontando para os band-aids que combrem os sinais indicadores de abuso. “Eles mataram meus pés ontem. Com calças justas ou meias fica bem, mas ontem à noite estava tão quente que eu tirei as meias. Quando se vive em Nova York, você tem que usar sapatos confortáveis – eu sou terrível nisso – ou você não vai sobreviver.” Ainda assim, sua solução (usando fitas adesivas projetadas para se parecer com chapas de bacon) quase vale a pena. É uma declaração de estilo peculiar, perfeitamente adequado para um estudante da Universidade de Nova York (que ela é) com 20 anos de idade, se não necessariamente uma aclamada atriz de Hollywood que poderia ter uma comissão do Alexander Wang para fazer curativos personalizados se ela quisesse.

Fanning sempre – bem, não desde o nascimento, mas quase – foi abraçada multidão da moda. Marc Jacobs a escalou em sua campanha na primavera de 2007, quando ela tinha 12 anos, parecendo a menina mais sortuda que nunca para de invaidir o armário da sua mãe. (Ela era tão pequena que ele tinha toda a coleção personalizada para o seu tamanho. Ela a tem até hoje). Ela assistiu seu primeiro desfile de moda (da marca Miu Miu) aos 15 anos e mantém sólidas amizades não só com Jacobs (ela também estrelou os anúncios de sua fragância “Oh, Lola!” em 2011), mas também com Laura e Kate Mulleavy, mas irmãs por trás da Rodarte. “Todo mundo gostaria de sair com eles”, diz Fanning. “Eles são pé no chão. Eles são gênios, realmente. Estou sempre fascinada por suas inspirações.”

Dado seu ponto de vista privilegiado, não é uma supresa que Fanning entenda a moda. Mas ela não é super obssessiva sobre isso. Agora, abrigados num assento de janela no Café Cluny, um local acolhedor, no West Village, ela está bem vestida, mas simples: vestida em AG jeans, Stubbs brilhantes nas sapatilhas Wootten pretas e uma camisa de botões delicados da marca (inventivamente entitulada) Shirt by Shirt. A bolsa é uma mini marrom alcochoado da Chanel, e a menor camada de rímel é detectável nos seus olhos azuis de boneca. Fanning pode ser capaz de arrasar num macacão Roland Mouret vermelho de um ombro só, como ela fez para a estreia de Night Moves há duas noites atrás, e saber os prós e os contras de fazer compras em Londres (“Selfridges e Liberty of London são ótimas porque tudo está lá e é fácil!), mas é crível quando ela diz que seu estilo diário é sem um clássico descomplicado. Ela se enche sobre os itens que ela ama – ACNE jeans, camisetas Current/Elliott – em parte por conveniência (“Se você tem um par de jeans que você ama, por que trocá-los? ela se pergunta) e em parte porque ela ser uma terrível compradora. “A pressão de provar coisas na loja me assusta”, admite ela. “Eu costumo voltar com coisas que não cabem.” Sua peça mais precisoa não é uma peça de designer, mas uma camiseta que ela ganhou de presente do hospital no dia em que sua irmã Elle nasceu. “É rosa com letras azuis grandes e e diz ‘Eu Sou Uma Irmã Mais Velha’. Eu era tão pequena e ela era tão grande que sempre coube em mim. Agora ela ficaria como uma crop top em mim”, ela diz com um riso, “o que talvez esteja na moda.”

Embora ela esteja claramente subestimada ao seu talento no estil, a atriz sabe o que funciona para ela. “É fácil cair no que está na moda”, diz ela. “Eu realmente quero sandálias, mas todo mundo tem sandálias brancas. Então é sobre a tentativa de encontrar a cor que nem todo mundo tem. Você não pode ser um escravo do que todo mundo pensa que parece ser bom, porque às vezes não fica bem em você.”
Claro que, sendo uma celebridade, Fanning tem que se preocupar um pouco mais sobre a boa aparência do que o resto de nós. Uma dia fashion ruim não é tão rapidamente superado quando os paparazzi estão tirando fotos. Graças à Internet, as fotos vivem para sempre. Ela não quer ceder e vestir para as câmeras, mas ela não procura ser pega com cabeceira, também. “Você vê as pessoas sendo fotografadas em aeroportos com roupas passarela agora!”, diz ela com uma mistura de espanto e horror. “É como ‘o que você está fazendo? você vai em um vôo de nove horas!’ mas isso é bom demais, eu acho. Se você quiser usar uma roupa de passarela para pegar seu café da manhã, bom pra você, eu fico inspirada. Mas você não deve sentir que tem que fazer isso.”
Por enquanto, pelo ao menos, Fanning está pronta para deixar as grandes demonstrações de estilo com Elle, que está seguindo as pegadas da sua irmã mais velha, não só em termos de sua carreira de atriz, mas também no seu perfil de moda, aos 16 anos já foi rosto de uma campanha da Miu Miu. “Eu nem sei o que ela veste”, diz Fanning, reconhecendo as escolhas inusitadas da irmã. Quando menciono que Elle admitiu publicamente que ela está roubando peças do seu guarda-roupa, ela nega. “Eu não sei porque ela estaria interessada nas minhas roupas. Elas são tão chatas em relação a tudo o que ela usa, agora eu vou olhar o armário dela para uma pequena surpresa quando eu voltar para casa.”

Há aquelas atrizes, que devem permanecer anônimas, que são mais famosas pela sua moda do que por seu trabalho. Mas Fanning nunca foi uma delas, e ela é muito consciente de que não seu trabalho ser elegante. “Eu acho que esperam que as atrizes também sejam modelos”, diz ela. “Você realmente é. E não é o mesmo. Eu me sinto nervosa em photoshoots, tipo, ‘Eu sou apenas uma atriz!’ Eu definitivamente tive momentos em que eu queria dizer ‘Isso foi feito para uma criança, isso não vai caber em mim.” Para acalmar os nervos, ela faz o que faz de melhor.. Desliza na personagem. “Às vezes você só precisa fingir que está atuando. É uma questão de descobrir a vibe do photoshoot e vestir-se. Então, ele pode ser muito divertido.”

As oportunidades extra-curriculares de Fanning – como viajar para Dubai para um desfile da Chanel – vem sempre como resultado de sua carreira. Aos oito anos, indicada a um Screen Actor Guild Award por sua atuação em I Am Sam, competindo ao lado de veteranos incluindo Judi Dench e Cate Blanchett. Claro, ela era uma estrela, ela apareceu em Charlotte’s Web e The Cat In The Hat, mas não do tipo Hannah Montana. “Eu nunca quis meu rosto numa colcha”, diz Fanning.

Agora com idade suficiente para votar, se não beber legalmente, Fanning já apareceu em mais de 35 filmes e programas de TV. Em seu atual filme, The Last of Robin Hood, que estreia dia 5 de Setembro, ela interpreta uma atriz adolescente de talento mediano (na melhor das hipóteses) cuja mãe de palco (Susan Sarandon) olha par ao outro lado quando ela embarca em um caso com uma estrela de cinema legendária com cerca do triplo da sua idade (Kevin Fline, como bajulador porém encantador Erron Flyn). Sua força em papéis de carne, de Robin Hood até sua recente interpretação de uma ecoterrorista em Night Moves, solidificou seu lugar na categoria de “atriz séria”.

Talvez até mesmo na categoria “atriz muito séria”. Se você já leu um perfil de Fanning na última década, as chances é que incluam a palavra P. “Eu tenho essa coisa com toda essa palavra, precoce”, diz Fanning, revirando os olhos. “Eu acho que não é negativo, mas quando eu era mais jovem, especialmente, eu estava com uma etiqueta, e eu estava apenas sendo quem eu era! Você sabe o que eu quero dizer? Como, ‘Oh, você é tão madura’, quando eu sou apenas normal”.
A evidência da normalidade de Fanning abunda. Ela pode sair em quanto ela amava o curso “The Novel and Society in Victorian Britain” (no programa de Gallatin baseado nos estudos individualizados da NYU, one ela está estudando o papel das mulheres no cinema), mas ela é igualmente entusiasmada com suas coleções de Hello Kitty e Kid Robot.

Ela pode se segurar numa viagem para a Africa com Bill Clinton (ela visitou clinicas de AIDs e Malária em 2013 com o ex-presidente), mas enfermeiros com sérios hábitos de Real Housewive. “Por que eu assisto? Eu não sei, eu não sei”, ela diz, segurando seu rosto nas mãos numa vergonha simulada. Sua edição favorita, talvez porque ela cresceu em Los Angeles (sua família se mudou da Geórgia para que ela pudesse seguir atuando), é The Real Housewives of Beverly Hills. “Quero dizer, Lisa Vanderpump? Eu a amo”, diz uma Fanning tonta. “Lisa. Van. Der. Pump – esse é o melhor nome que eu já ouvi.”

E, como aproximadamente cada pessoa desse planeta, Fanning é conhecida por adorar vídeos engraçados de animais. “Antes de Game Of Thrones, tivemos uns 30 minutos e ele estava tipo, ‘Sim, vamos colocar este vídeo estranho de um cão recebendo uma massagem de um gato'”, diz ela. “Tipo, ‘Vamos assistir esses bichinhos fofos e depois ver alguém ter o pênis decepado em Game of Thrones!'”

Se você detectar o uso de “Fanning” do coletivo “nós” no parágrafo acima, sim, a atriz tem um namorado. (Ele é um cara normal, não é celebridade.) Considerando-se que seus pais se conheceram na seguunda série e foram casados por 25 anos, ela estabeleceu um padrão alto. “Eu não posso evitar, mas sou um pouco romântica, com certeza”, ela admite. “Eu vi minha mãe e meu pai, e depois eu vi outras pessoas terem relações vazias. Você não prefere esperar pela pessoa com quem você realmente quer dividir suas experiências?”

Tanto quanto é possível para uma jovem celebridade na era do TMZ, Fanning tenta manter sua vida pessoal privada. A milenar suspeita de gravidez das mídias sociais, ela não tuíta, não tem facebook ou instagram. “É um buraco que eu não quero mergulhar”, diz ela. “Eu não quero saber de todas essas coisas sobre as pessoas. É como se o mistério da vida tivesse sido removido!” Considerando que ela manteve um perfil público desde que ela tinha um único dígito, Fanning não soa como uma velha rabugenta mas como uma pessoa que simplesmente precisa de uma pausa de ser conhecida.

Mas não, e ela é muita clara sobre isso, sobre atuar. “Existe uma felicidade interior em mim, não importa onde eu estou, quando estou trabalhando”, diz ela. Quando pergunto a ela sobre a melhor parte de seu trabalho, ela me conta uma história sobre filma uma cena para o próximo filme em temperaturas insuportáveis em uma montanha de neve. “Quando eles disseram ‘corta’, levou cerca de cinco segundos para perceber que eu estava congelando. É tão estranho, mas quando eu estava naqueles takes, eu não estava com frio.”

“Eu nunca questionei ser uma atriz,” Fanning continua, com o garçom que deixa nossa conta. “Eu não acho que há mais do que isso, é tudo o que eu sei. Atuar é tudo o que eu sei, mas é também tudo o que eu quero saber. Se no final do dia, não há nenhum outro trabalho que você preferiria fazer, você está no lugar certo.”

Mistério da vida solucionado.

Tradução: Gabriela Barros – Equipe Dakota Fanning Brasil

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