postado por bells no dia 22.11.2012

O site Hollywood Reporter teve a oportunidade de assistir ‘The Motel Life’ no Festival de Filmes de Roma e fez uma resenha! Confiram abaixo:

Emile Hirsch, Stephen Dorff, Dakota Fanning e Kris Kristofferson estrelam na estreia de Alan e Gabriel Polsky como diretores.
Em uma fugaz parte de Americana, cidade localizada entre Reno e a Serra Nevada, “The Motel Life” dá um lado humano ao mundo explorado de bares e clubes de streep, lojas de arma e lotes de carro no conto de dois irmãos ligados por infortúnios. Sensivelmente dirigido pelos irmãos na vida real Alan e Gabriel Polsky, os quais produziram “Vício Frenético”, o filme apresenta uma delicadeza que desmente a dureza de sua história, baseada em um romance de Vlautin Willie. O conteúdo apenas para adultos impedirá muitas vendas para televisão, mas seus méritos podem encontrar compradores em festivais e em pequenos espaços teatrais. O filme estreou em uma competição no Rome Film Festival.
Apesar de alguns detalhes ásperos e da falta de detalhes para seus personagens para torná-lo realmente convincente, as performances centrais de Emile Hirsch e Stephen Dorff sustentam o filme com a intensidade de seu amor e apoio fraternal. Acrescentando o poderoso elenco tem-se Dakota Fanning, como uma boa garota se levantando após uma queda, e Kris Kristofferson, como um paternal revendedor de automóveis com muitos conselhos sábios para oferecer.
Frank (Hirsch) e o irmão mais velho Jerry Lee (Dorff) perderam sua mãe quando crianças. Antes de morrer, ela deixou a eles 500 dólares e a espingarda Winchester dourada do pai, juntos a um aviso para sempre ficarem juntos. Mas quase imediatamente as coisas dão errado. Na tentativa dos irmãos de pular em um trem de carga, o pequeno Jerry Lee perde uma perna, e muito para uma história secundária.
Jovens homens agora, eles são forçados a enfrentar outra tragédia juntos quando Jerry Lee atropela e mata um garoto de bicicleta em uma noite de neve em Reno. Seus sentimentos de culpa não o impedem de fugir da cena, e a maior parte do filme é montada na tensão dos irmãos fugindo da lei, que está sempre um passo atrás deles. Para esconder a evidencia, Jerry Lee queima o carro e atira em sua própria coxa, acabando imobilizado no hospital, enquanto Frank tenta conseguir dinheiro para que eles possam fazer sua fuga. Isso habilmente ilustra sua comovente lealdade, assim como a inata tendência dos irmãos de destruir a eles próprios que os segue como uma nuvem negra. Suas vidas são tão entrelaçadas que é um choque descobrir que Frank já foi apaixonado por uma garota chamada Annie James (Fanning), uma loira tranquila que sonhava em escapar da zona pobre em que vivia com Frank, até que um acidente devastador os separa.
Se esforçando para fazer os irmãos azarados mais interessantes, os Polsky dotam Jerry Lee com habilidades artísticas e Frank orgulhosamente reveste seus quartos de hotel de blocos de cimento com seus esboços, alguns de cowboys, outros de senhoras peitudas. Frank é um contador de histórias e seus contos de fada (divertidamente e pornograficamente ilustrados por Mike Smith) são muito procurados. A improvável visão do ferido, grisalho e esfolado Jerry Lee cochilando à desenfreada imaginação de Frank é uma das imagens mais duradouras do filme.
A notável cinematografia de Roman Vasyanov torna maravilhosamente inventiva a crua ternura do inverno de Nevada. A música de David Holmes é outro bônus, sempre certo no tom.

Fonte | Tradução: Letícia Solia – Equipe Dakota Fanning Brasil

categorizado como: Críticas, Filmes, The Motel Life