postado por bells no dia 25.01.2013

O site The Hollywood Reporter fez sua review de Very Good Girls! Confiram abaixo:

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Park City – Além de ser mãe de Jake e Maggie Gyllenhaal, Naomi Foner é conhecida como a roteirista do drama de 1988 de Sidney Lumet, O Peso de Um Passado.
Ela foi hesitante em sua estreia como diretora, fazendo outra reflexão íntima sobre família, amizade e a vinda da idade em Very Good Girls, drama que acontece no Brooklyn contemporâneo, mas que apresenta a mesma sensibilidade contracultural do trabalho anterior.

Estrelando Dakota Fanning e Elizabeth Olsen como melhores amigas determinadas a perder suas virgindades no último verão antes de irem para a universidade, o filme soa falso em quase todas as partes, apesar das performances naturalistas. O filme parece muito estudado devido à falta de emoção e intensidade moderada.
Lilly (Fanning) e Gerri (Olsen) são primeiramente vistas mergulhando nuas em Brighton Beach, em plena luz do dia. Por quê? De volta ao calçadão, elas encontram David (Boyd Holbrook), um vendedor de sorvete de vinte e poucos anos, mal-humorado porém bonito, que acaba sendo o objeto de afeição das duas garotas.
Um Banksy do Brooklyn, David faz seu grafite por todo o bairro enquanto anseia para conhecer a cidade de Paris ao invés de apenas ver fotos.
Firmando a artificialidade desse personagem, ele até faz com que Lily leia algumas linhas de Sylvia Plath antes de se beijarem pela primeira vez.

As famílias das duas garotas não poderiam ser mais diferentes. A mãe de Lily –Norma (Ellen Barkin) – é uma psiquiatra estressada e seu pai –Edward (Clark Gregg) – é um médico, ambos trabalhando fora de sua bela casa. É assim até que Edward é pego fazendo carícias em uma paciente. Os pais de Gerri são da variedade crocante da granola; seu pai – Danny (Richard Dreyfuss) – é um velho alegre, e sua mulher – Kate (Demi Moore) – é uma mãe sentimental.
Nenhum dos quatro tem muito de um personagem a interpretar, e Moore em particular praticamente não está lá. Eles servem principalmente para refletir aspectos das protagonistas e fornecer elementos que as deixem irritadas.
Reservada e introspectiva, a garota de Yale, Lilly, tem um trabalho de verão como guia, com um chefe (o genro de Foner, Peter Sarsgaard), que faz avanços nada sutis. Gerri é mais brincalhona e divertida, se vestindo como uma hippie no Halloween e cantando excêntricas composições folks em uma noite de karaokê.
Suas músicas e outras tocadas no filme são de Jenny Lewis, que também é representada por um pôster de sua primeira banda, Rilo Kiley, na parede do quarto de Lilly. Mas essa tentativa de adicionar uma aparência moderna não é convincente em um filme que parece congelado no tempo.

O maior problema do filme é que quando surge o conflito – David só tem olhos para Lilly, enquanto Gerri acha que ficará com ele – nenhuma das garotas se comportam como nova-iorquinas no século XXI. Lilly oferece sua virgindade a ele no chão da garagem, mas não conta a Gerri. Culpada, ela diminui seus encontros ao descobrir que aconteceu uma tragédia na família de Gerri, mandando David consolá-la.
O padrão previsível da amizade de Lilly e Gerri é quebrado por mentiras e segredos, para ser reparada no final, se desenrolando com uma entorpecente falta de urgência. Em apenas uma cena, em que Lilly confessa as razões por ter brigado com Gerri a seu pai, algum sentimento de aspereza é mostrado.
Fanning, como sempre, sugere uma vida interior sob sua delicadeza luminosa. Mas nenhuma das performances é memorável, incluindo a de Olsen. Enquanto o diretor de fotografia, Bobby Bukowski, dá ao filme um brilho quente de verão, a estrutura dramática é tão suave que derrete.

Tradução: Letícia Solia – Equipe Dakota Fanning Brasil